Alexandre de Moraes passa a perna em Fachin e Mendonça e protege a si próprio
Ministro solicitou investigação de suposto vazamento de dados pela Receita, que não é da sua competência.
Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
O Direito Xandônico, criado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, não apenas desconsidera preceitos básicos da Constituição, como o de que um juiz não pode ser ao mesmo tempo a vítima e o relator de um caso, como apequena os demais magistrados da Corte.
Só quem pode determinar a instalação de uma apuração é o presidente do STF.
Neste momento, o cargo é ocupado por Edson Fachin.
Artigo 43
Em 2019, quando teve início o inquérito das fake news, a decisão foi tomada por Dias Toffoli, que era o presidente do tribunal.
Para tanto, Toffoli distorceu o artigo 43 do Regulamento Interno do STF.
O texto diz: “Ocorrendo infração à lei penal na sede ou dependência do Tribunal, o Presidente instaurará inquérito, se envolver autoridade ou pessoa sujeita à sua jurisdição, ou delegará esta atribuição a outro Ministro“.
No inquérito das fake news, Toffoli aplicou uma norma interna da Corte para todo o Brasil.
Mas Toffoli ao menos respeitou o texto na parte que dizia que cabia ao presidente do tribunal instaurar inquérito.
Moraes, nem isso.
E, para não prestar contas a ninguém, Moraes inseriu a nova investigação dentro do inquérito das fake news.
Banco Master
A história ainda fica pior porque a nova investigação tem a ver com o Banco Master.
A suspeita de que dados teriam sido vazados só surgiu depois que foi divulgado o contrato entre o Banco Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Segundo reportagem do jornal O Globo, Viviane receberia 3,6 milhões de reais mensais para defender os interesses do Master em Brasília.
E quem está na relatoria do caso Master no STF é André Mendonça, depois que Dias Toffoli foi forçado a deixar o posto após suspeitas de conflitos de interesses.
E cabe ao relator Mendonça pedir investigações em um caso que está sob a sua tutela.
Alexandre de Moraes, assim, acabou se intrometendo em um caso que não é seu.
A ação é vista como "Faço o que posso, o que não posso e o que quero, para me salvar", e as leis que se ...

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