Pedro Taques e a síndrome do pequeno homem.


 Terça-feira, 23 de dezembro de 2025 

A chamada Síndrome do Pequeno Homem ou Complexo de Napoleão é descrita, até mesmo nas definições mais elementares do Google, como um padrão de comportamento em que insegurança pessoal se transforma em agressividade, autoritarismo e obsessão por confronto.

Não é diagnóstico médico, mas é facilmente identificável na prática política. Há ainda a Síndrome do Pequeno Poder, quando alguém que teve  ou acredita ainda ter  alguma autoridade passa a abusar do discurso moralista, para esconder fracassos, frustrações e irrelevância.

É exatamente nesse retrato que se encaixa o ex-governador e ex-senador Pedro Taques. 

Desde que foi rejeitado pelas urnas, Taques vive uma existência política ressentida, raivosa e monotemática.

Seu único projeto, sua única pauta e sua única obsessão, atende pelo nome de Mauro Mendes. Pedro acorda pensando em Mauro, passa o dia tentando desqualificar sua gestão e dorme produzindo ataques, insinuações e denúncias vazias.

Sem sucesso. 

O motivo é simples, direto e cruel: Mauro Mendes entrega obras. Pedro Taques entregou discurso.

Enquanto o atual governo executa investimentos históricos em infraestrutura, saúde, logística e desenvolvimento, Taques assiste de fora, impotente ao que jamais conseguiu fazer quando teve poder de verdade.

Cada ponte inaugurada, cada hospital entregue, cada quilômetro de asfalto concluído, funciona como um lembrete público e doloroso do seu próprio fracasso administrativo.

E dói. "Muito".

Quando governou, Taques não construiu. Travou.

Não avançou. Judicializou.

Não liderou. Paralisou.

O VLT tornou-se o símbolo máximo da sua incapacidade. Em vez de resolver, preferiu transformar o projeto em um campo de batalha jurídica, atrasando Mato Grosso por décadas. Seu governo terminou sem legado, sem obras estruturantes e sem qualquer marca positiva relevante, deixando o Estado amarrado, conflagrado e sem rumo.

Mas Pedro Taques nunca quis ser governador. Sempre quis ser policial.

Sua obsessão com prisões especialmente a do ex-governador Silval Barbosa  virou troféu político, como se encarcerar adversários substituísse a obrigação de governar.

Planejamento, execução de políticas públicas e visão de futuro, nunca foram prioridade. O palanque permanente sempre falou mais alto.

O resultado foi um governo atolado em escândalos. Grampolândia. SEDUC. O episódio que levou à prisão do então secretário Permínio Pinto. Denúncias, desvios, prisões, parentes envolvidos em confusões policiais.

Um verdadeiro pântano moral, exatamente o oposto da narrativa de pureza que Taques tenta vender hoje.

O ápice desse ressentimento ficou escancarado no dia da entrega do Hospital Central, uma obra paralisada por quase 40 anos, símbolo do abandono histórico da saúde pública em Mato Grosso. A conclusão do Hospital Central de Cuiabá, sob a atual gestão, expôs de forma definitiva tudo aquilo que Pedro Taques não fez quando teve a caneta na mão.

Inconformado ao ver uma obra histórica finalmente sair do papel, Taques perdeu completamente o controle político.

No mesmo dia da entrega, apareceu tentando ofuscar a inauguração com denúncias vazias, narrativas recicladas e acusações sem qualquer lastro prático, comportamento típico de quem não suporta ver o sucesso alheio escancarando o próprio fracasso.

Enquanto a população comemorava a entrega de um hospital que ficou décadas abandonado, Taques escolheu o papel que lhe é mais confortável: o do sabotador, do crítico amargo, do político incapaz de reconhecer avanços, porque jamais foi capaz de produzi-los.

Suas denúncias morreram no mesmo dia em que foram lançadas, soterradas pela realidade concreta de uma entrega histórica.

Hoje, reduzido à irrelevância, Pedro Taques tenta se reinventar como fiscal da gestão alheia. Um fracassado ensinando como governar.

Um ex-governador sem obras criticando quem entrega resultados.

Um político rejeitado pelo voto popular posando de referência ética.

É patético.

Agora, ensaia uma candidatura ao Senado, sustentada apenas por barulho, rancor e vaidade. Mato Grosso, no entanto, amadureceu. Quer estrada, hospital, ponte, escola funcionando. Quer resultado. Não quer gritaria.

No fim, a constatação é inevitável:

Pedro Taques não odeia Mauro Mendes, e sim: Pedro Taques odeia o que Mauro Mendes representa, um governo que faz exatamente o que ele foi incapaz de fazer.

E para quem sempre confundiu poder com barulho, ver o estado avançar sem sua participação é a maior punição possível.

Por: Palmiro Pimenta 



Nenhum comentário