Maior Jornal do Mundo publicou que Alexandre de Moraes conduzia um golpe de estado no Brasil
Brasil vive “golpe de Estado” do STF liderado por Moraes, diz Wall Street Journal.
Quinta-feira, 25 de dezembro de 2025
Um artigo publicado pelo Wall Street Journal acusando o STF com Alexandre de Moraes como protagonista , de conduzir um golpe de estado no Brasil, voltou a ser compartilhado com frequência, após o ministro ser denunciado de favorecimento ao dono do banco Master, acusado de roubar mais de 12 Bilhões de Reais antes de ter falência decretada.
Segundo o jornal, em artigo publicado em agosto deste ano, a corte passou a investigar, acusar e julgar ferindo os princípios básicos do Estado de Direito .
O texto também aponta , censura , bloqueios de perfis , e prisões por opinião , como sinais de autoritarismo , com impacto na liberdade de expressão no Brasil .
O artigo que está entre os mais populares do periódico, afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes promovem um “golpe de Estado” contra a democracia do Brasil. Assinado pela colunista Mary Anastasia O’Grady, o texto faz críticas contundentes a Moraes, citando que o ministro tem censurado opositores, ordenado prisões e conduzido inquéritos secretos sem qualquer controle institucional.
O artigo compara a situação brasileira às estratégias de “ditadores do século XXI”, que, segundo o texto, não tomam o poder por golpes militares, mas “copiam Hugo Chávez, consolidando o controle sobre instituições democráticas enquanto estão populares, para depois prender adversários ou forçá-los ao exílio”.
Para o Wall Street , o caminho para uma ditadura no Brasil começou em 2019, quando o STF alegou ser alvo de ameaças e abriu o chamado “inquérito das fake news”, no qual atuou como acusador, investigador e juiz. “Moraes foi escolhido sem sorteio, passou a vigiar redes sociais, criminalizar opiniões e prender preventivamente críticos do tribunal”, afirma o artigo.
A atuação do ministro à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições presidenciais de 2022 também foi criticada.
“O tribunal se tornou notavelmente mais político, monitorando o discurso de partidos, candidatos e cidadãos, e censurando aqueles com quem discordava”, afirma o texto.
O artigo também questionou a condução das investigações sobre os atos de 8 de janeiro de 2023.
“Cerca de 1.500 suspeitos foram presos, alguns mantidos até um ano aguardando julgamento, recebendo sentenças severas por transgressões menores”, diz o artigo, acrescentando que, enquanto a violência de esquerda é tratada com “compreensão”, opositores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentam “mão de ferro”.
O artigo ainda lembrou que, em março de 2021, o STF anulou a condenação por corrupção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, confirmada em duas instâncias, fato que “inflamou a direita brasileira”. O texto afirma que, a partir daí, o tribunal “tentou calar” opositores, mas “alguns influenciadores populares estavam fora do país e além do alcance” dos ministros. O artigo cita que em julho daquele ano, foi aberto o chamado “inquérito das milícias digitais”, que, segundo o Wall Street, mirou empresas de tecnologia dos EUA e suas plataformas, “forçando-as a censurar conteúdos e desmonetizar brasileiros que defendiam opiniões consideradas inaceitáveis” pelo STF, sob pena de não poder mais operar no país.
O artigo conclui afirmando que, “independentemente do que se pense sobre Jair Bolsonaro, é evidente que a política tomou conta do Supremo”.
O artigo citou que senadores de direita se movimentam neste momento para tentar abrir um processo de impeachment contra Moraes para “restaurar a imparcialidade judicial”.
De acordo com o texto, até membros da elite brasileira já estão reclamando do que classificou como “ministros embriagados de poder”.
A colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, revelou na última segunda-feira (22) que Alexandre de Moraes, procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para interceder a favor do Banco Master durante a análise da sua venda para o BRB (Banco de Brasília).
A instituição financeira, que acabou liquidada em 18 de novembro, tinha um contrato com o escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes. O contrato correspondente a 129 MILHÕES DE REAIS, tinha o valor dos honorários, segundo Gaspar, de R$ 3,6 milhões mensais.

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