Altos impostos faz com que a Lupo deixa de investir no Brasil para investir no Paraguai
Terça-feira, 02 de dezembro de 2025
Em junho deste ano, a Lupo, empresa brasileira líder na venda de meias e de moda íntima, abriu a primeira fábrica no exterior em Ciudad del Este, no Paraguai.
A presidente da companhia, Liliana Aufiero, revelou recentemente em entrevista à Folha de S. Paulo o motivo da migração. “Não é que a Lupo foi para o Paraguai, o Brasil empurrou a gente para o Paraguai”, afirmou.
Liliana Aufiero é neta do imigrante italiano Henrique Lupo, que fundou a empresa em 1921.
Ela explica que o lucro da empresa começou a cair com a Lei 14.789/2023, que altera as regras de tributação de incentivos fiscais para investimentos concedidos por estados no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
“Os impostos estão comendo a operação de forma violenta”, disse na entrevista. No Paraguai, os custos são pelo menos 28% menores.
A fábrica da Lupo no exterior, que emprega cerca de 110 pessoas, recebeu um investimento de R$ 30 milhões e tem capacidade para produzir até 20 milhões de pares de meias anualmente.
Além das altas taxas, a necessidade de manter a empresa competitiva, especialmente diante de uma fábrica de meias administrada por um chinês no país vizinho, também foi motivo da expansão da Lupo para o Paraguai.
“Se ele consegue vender no Brasil, sem investir em marca, e oferecer um bom produto a um custo menor, eu tenho que ter as mesmas vantagens”.
Lupo faturou quase R$ 2 bilhões no ano passado
Com sede em Araraquara, em São Paulo, a empresa mantém atualmente 911 franquias, nove lojas próprias, cinco fábricas e três centros de distribuição.
Em 2024, o faturamento da gigante nacional foi de R$ 1,85 bilhão. Carlos Alberto Mazzeu, vice-presidente, deve ser o próximo CEO da Lupo.

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