Vereadora do PT morta a facadas era "Tesoureira de Facção Criminosa"

 Polícia diz que vereadora do PT tinha envolvimento com organização criminosa, onde era responsável pela movimentação financeira. 


 Quarta-feira, 03 de setembro de 2025 

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu que o assassinato da vereadora Elisane Rodrigues dos Santos (PT), morta a facadas em 16 de junho de 2025, não teve motivação política. 

As investigações apontam que a parlamentar, de 49 anos, estaria ligada a uma facção criminosa envolvida com o tráfico de drogas e que sua morte foi resultado de disputas internas no grupo. A primeira reportagem reforçando a tese da polícia foi veiculada pela revista Veja.

O inquérito ainda revela que o filho da parlamentar também estaria envolvido com o tráfico de drogas. 

Elisane, que exercia seu primeiro mandato como vereadora pelo PT em Formigueiro-RS (300 km de Porto Alegre), teria atuado como espécie de “contadora” da facção, segundo informações da polícia. 

Inicialmente, suspeitou-se que o crime tivesse relação com dívidas contraídas pelo filho da vereadora. No entanto, os investigadores agora afirmam que a dívida era dela própria.

O responsável pelo inquérito, delegado Antônio Firmino de Freitas Neto, relatou que a vereadora do PT  foi atraída ao local do crime com a promessa de comprar carne a preço abaixo do mercado. O suspeito do assassinato, um jovem de 18 anos conhecido da família, teria marcado o encontro. Lá, a vereadora foi morta com golpes de faca no pescoço e tronco. Nenhum pertence foi levado, o que reforçava a tese de execução da vereadora do PT.

No fim de junho, o autor do crime foi preso. Na última quinta-feira (10), a polícia deteve uma mulher de 26 anos, suspeita de ser a mandante do assassinato. Ela foi presa preventivamente em Gravataí e tem antecedentes por tráfico, associação para o tráfico e ameaça.

Conforme apurações, a vereadora teria acumulado uma dívida com o grupo criminoso, o que pode ter motivado sua execução. Durante as diligências, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em cidades como Formigueiro, Restinga Sêca, Santa Maria e também na Região Metropolitana de Porto Alegre. Aproximadamente R$ 500 mil foram bloqueados em contas vinculadas a Elisane.

Janja Lula afirmou que se tratava de violência contra a Mulher. 


A morte da vereadora gerou comoção no início, com manifestações de solidariedade por parte de lideranças petistas e da primeira-dama Janja Lula da Silva. Em publicação nas redes sociais, Janja chegou a afirmar que “a violência contra as mulheres é uma realidade cruel e inadmissível”.

Com o avanço das investigações e as revelações sobre o suposto envolvimento da vereadora do PT com o crime organizado, correligionários ainda não voltaram a se manifestar oficialmente. Nas redes, políticos de oposição, como o vereador Rodrigo Marcial (Novo-RS), criticaram a postura do PT e levantaram suspeitas sobre a origem de recursos em contas da vereadora e de seu filho.

Elisane era filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), atuava como técnica de enfermagem e exercia seu primeiro mandato na Câmara Municipal, sendo a única mulher entre os nove vereadores da cidade. 

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