Sob ameaça de novo aumento no GNV, motoristas de aplicativos ameaçam parar

Entre 6 mil veículos adaptados para o GNV, aproximadamente 4 mil são utilizados por motoristas de aplicativo.


 Quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022 

Motoristas de aplicativos de Mato Grosso ameaçam paralisar as atividades contra o aumento do preço do Gás Natural Veicular (GNV) e para barrar uma nova alta estão assinando uma petição para ser entregue ao governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil).

No final do ano passado o GNV em Mato Grosso sofreu aumento nos postos de combustíveis e passou de R$2,79/R$ 2,89 para R$ 3,19. A versão veicular é ofertada em postos de Cuiabá e Várzea Grande, Há em torno de 6 mil veículos adaptados para o GNV. Desse universo, aproximadamente 4 mil são utilizados por motoristas de aplicativo.

“Vamos protocolar na Casa Civil e levar ao conhecimento do governador e ver o que ele pode fazer em prol da categoria. Não tendo resposta, vamos tomar outro tipo de atitude. Fazer uma movimentação e tentar parar a categoria para que eles saibam a força que temos e quantas famílias estão prejudicando”, disse o motorista de aplicativo, Pablo Queiroz, que é também suplente de vereador por Cuiabá.

A petição foi articulada pelo Sindicato dos Motoristas de Aplicativos de Mato Grosso e outras lideranças. “Vamos respeitar todo o passo-a-passo dos trâmites legais. Pedimos que o motorista de aplicativo e seus dependentes assinem essa petição para mostrarmos união da categoria”, convoca Queiroz.


RISCO DE NOVO AUMENTO 

A mobilização da categoria é diante da possibilidade de aprovação, em segunda votação, do Projeto de Lei 5/2022, encaminhado em forma de Mensagem pelo Governo para a Assembleia Legislativa, que exige uma contribuição para o Fundo de Apoio às Ações Sociais de Mato Grosso (FUS) às revendas do Gás Natural Veicular (GNV) no Estado. O projeto já foi aprovado em primeira votação.

“A gente sabe que, na realidade, todo e qualquer nova contribuição que vier é repassada ao consumidor final. Ou seja, o prejuízo é no bolso dos motoristas”, ressaltou Queiroz.

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